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96 pessoas fazem hemodiálise em São José

96 pessoas fazem hemodiálise em São José

Médico Rafael Sanches Humel, do Centro Regional de Nefrologia, fala sobre a doença

 

O Centro Regional de Nefrologia de São José do Rio Pardo, situado na rua Campos Salles nas proximidades do Pronto Socorro, funciona como clínica que oferece tratamento de substituição renal aos pacientes através da hemodiálise. 

De acordo com o médico nefrologista Rafael Sanches Humel, muitos pacientes, com o passar do tempo e em decorrência das complicações de alguma doença, podem perder o funcionamento do rim e isso nem sempre é perceptível previamente. A hemodiálise oferecida na clínica, portanto, é um suporte oferecido a tais pessoas.

O médico lembra que existe também a diálise peritoneal, que é feita na própria casa dos portadores de problemas renais, mas somente após determinados treinamentos.  “E, além do tratamento dialítico, a gente também acompanha os pacientes e oferece tratamento conservador com consultas ambulatoriais”, prosseguiu.

Para os pacientes que já fazem diálise, o Centro Regional tem atualmente 96 pessoas em hemodiálise (86 pelo SUS) e um fazendo diálise peritoneal. Os 96 vão à clínica três vezes por semana, existindo três turnos durante o dia. Já aos pacientes ambulatoriais, pelo SUS, o atendimento é feito uma vez por semana; nos demais dias esse serviço é prestado aos que têm convênio ou aos particulares.

“A gente atende gente de todas as cidades da região, vindo pessoas de Caconde, Casa Branca, Divinolândia, Itobi, São Sebastião da Grama, Tapiratiba e Mococa, além, claro, de São José do Rio Pardo”, mencionou o médico. “Temos atualmente 14 técnicos de enfermagem, eu como o médico responsável e há também uma médica responsável substituta. Além disso, temos três enfermeiros com especialização em nefrologia, um gerente, uma psicóloga, uma assistente social, uma nutricionista, pessoal da recepção, da copa e da limpeza”.

Causas da doença

O especialista lembrou, na entrevista concedida à Gazeta do Rio Pardo, que as doenças renais crônicas são decorrentes de pressão alta e diabetes. Esses dois problemas, segundo ele, precisam ser bem tratados para não resultarem na perda do funcionamento renal.

Há também a doença renal policística (presença de múltiplos cistos no rim), doença autoimune (relacionada na maioria das vezes ao lúpus), infecções urinárias de repetição, mas estas são consideradas causas mais difíceis. O cigarro, segundo o médico, tem relação direta com a queda do funcionamento renal e as bebidas também aumentam os riscos de doenças no rim. Todas elas podem atacar tanto homens como mulheres.

“Não há uma tendência de incidência maior em homens ou mulheres, é algo mais ou menos uniforme. Em relação à faixa etária, a maior parte dos pacientes que fazem tratamento aqui tem entre 40 e 65 anos, com uma frequência um pouco maior também em pacientes de 65 a 75. Entre pacientes mais idosos ou mais jovens, a frequência é um pouco menor, mas também temos alguns casos”, continuou.

Rafael menciona que, embora raros, há casos de crianças com rins comprometidos, que necessitam de diálise, mas esse atendimento não é oferecido em São José do Rio Pardo por requerer nefrologistas pediatras, que não são encontrados nem na região.

Hemodiálise

Falando de forma bem didática, Rafael explica que a hemodiálise é o tratamento que substitui o funcionamento do rim, quando este já está comprometido. “Quando o nosso rim não filtra o nosso sangue adequadamente, acaba acumulando algumas substâncias no sangue como ureia, potássio e fósforo, que não são eliminados e ficam retidos. A função da hemodiálise é retirar essas substâncias para que não prejudiquem o funcionamento de nosso organismo, além de retirar o excesso de líquido que porventura possa acumular no corpo do paciente”.

Cada sessão de diálise dura cerca de 4 horas, tempo necessário para retirar do sangue as substâncias prejudiciais citadas anteriormente.

 

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