Os dois ocupantes do avião que caiu em São José do Rio Pardo no dia 21 de abril não tiveram ferimentos. Eles vinham com a aeronave de Campinas, onde, segundo consta, o aparelho havia sido comprado, e iam em direção a Goiânia (GO), onde residem.
Quando sobrevoavam São José, o motor apresentou superaquecimento e Gabriel Varian Queirós Bezerra, de 30 anos, que pilotava o aparelho, avisou seu colega de voo, André Cassotti Zani, de 24, que precisariam fazer um pouso de emergência. Os dois ocupantes do avião se identificaram como empresários.
De acordo com o que Gabriel comentou depois com a polícia, o avião havia sido testado anteriormente e tudo aparentava estar em ordem. Eles chegaram a pousá-lo no aeroporto de São João da Boa Vista antes de reiniciarem a viagem para Goiânia e também nenhuma falha foi percebida.
Quando, porém, passavam por São José o dono e piloto percebeu o superaquecimento. Como não seria possível fazer o aparelho retornar ao aeroporto rio-pardense, na região do Sítio Novo, a solução foi escolher um terreno plano ao pouso emergencial, com o motor desligado para não correr risco de explosão.
O piloto decidiu descer a aeronave em uma rua de terra aberta no Loteamento Por do Sol, situado nas proximidades dos bairros Jardim Buenos e Maria Boaro. O avião, monomotor com prefixo PU-BKL, teve avarias no trem de pouso com o impacto contra o solo, mas os dois ocupantes saíram ilesos.
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