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A vigilância Epidemiológica municipal alerta:

ALERTA

A vigilância Epidemiológica municipal alerta:

A infestação do mosquito é sempre mais intensa no verão, em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas – fatores que propiciam a eclosão de ovos do mosquito. Para evitar esta situação é preciso adotar medidas permanentes para o controle do vetor, durante todo o ano, a partir de ações preventivas de eliminação de focos do vetor. Como o mosquito tem hábitos domésticos, essa ação depende sobretudo do empenho da população.

Principais criadouros
Consideramos como principais criadouros àqueles recipientes que acumulem água e que estejam em local sombreado. Embora a preferência do Aedes aegypti seja em local sombreado, tem-se encontrado em calhas entupidas, garrafas, potes, latas, sacolas plásticas, tampas de garrafas, lixo, jogados a céu aberto.  Isso não significa que a população possa descuidar da atenção a pequenos reservatórios, como vasos de plantas,  caixas ou reservatórios de água, ralos, vaso sanitário e sifão em desuso, bandejas de ar-condicionado e geladeiras,  filtro para água potável, lajes, entre outros.Desta forma, a recomendação é de que seja realizada ao menos 1 vez na semana, a busca por criadouros potenciais do mosquito, dentro e fora dos imóveis comerciais e residências, praças, etc. Entende-se como criadouro todo àquele recipiente  de qualquer tipo, forma e material, que possa acumular água.

Lembramos que o Aedes aegypti  é transmissor dos vírus que provocam a Dengue (4 sorotipos), a Chikungunya, Zika vírus e Febre Amarela Urbana.

 

Ciclo de vida
Saiba quais são os fatores que afetam o ciclo de vida do vetor e do que ele se alimenta

Do ovo à forma adulta, o ciclo de vida do A. aegypti varia de acordo com a temperatura, disponibilidade de alimentos e quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro, uma vez que a competição de larvas por alimento (em um mesmo criadouro com pouca água) consiste em um obstáculo ao amadurecimento do inseto para a fase adulta. Em condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de 10 dias. Por isso, a eliminação de criadouros deve ser realizada pelo menos uma vez por semana: assim, o ciclo de vida do mosquito será interrompido.

Alimentação
Machos e fêmeas do Aedes aegypti alimentam-se de substâncias açucaradas, como néctar e seiva. Somente a fêmea pica o homem para sugar sangue (hematofagia), alimento necessário à maturação dos ovos. Geralmente, a hematofagia é mais voraz a partir do segundo ou terceiro dia depois da emergência da pupa e da cópula com o macho.

A desova acontece, preferencialmente, em criadouros com água limpa e parada. Os ovos são depositados nas paredes do criadouro, bem próximo à superfície da água, porém não diretamente sobre o líquido. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.

Ovos
Uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros – estratégia que garante a dispersão e preservação da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas filhas já nascerem com o vírus, no processo chamado de transmissão vertical.

Inicialmente, os ovos possuem cor branca e, com o passar do tempo, escurecem devido ao contato com o oxigênio. O ovo do A. aegyptimede aproximadamente 0,4 mm de comprimento e é difícil de ser observado.

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